| Céu
aberto e um calor úmido de mais de 30 graus marcaram
a estréia da segunda temporada do campeonato Históricos
V8. A ameaça de chuva do dia anterior, típica
nesta época do ano, foi totalmente excluída
por fortes ventos durante a madrugada paulista.
Ainda
em clima de ressaca de carnaval, alguns bólidos cuja
inauguração era esperada ainda estavam inacabados,
e não bastando isso, o Ford número 21 de Renato
Hiluey também não pôde comparecer. Assim,
tivemos uma prova com apenas dois carros da Históricos
V8, os Maverick 5 e 16, respectivamente de David Brunstein
e André Carrillo; motivo mais que suficiente para que
amigos e fanáticos pelos V8 dessem as caras nos boxes
das equipes Pedrinho Racing e Automotor-André V8.
Foto:
Juliano "Kowalski" Barata - Site Mulsanne
Às
nove da manhã, horário bastante matutino frente
ao que vimos em 2007, os treinos classificatórios iniciaram.
Com pista livre em uma das tentativas, Brunstein conseguiu
realizar uma ótima volta, em 2:08.871. Este tempo é
muito próximo do recorde oficial de André Carrillo
(2:08:600, 10ª etapa de 2007), que acabou ficando a apenas
302 milésimos de segundo atrás de David.
Se
os boxes estavam razoavelmente tranqüilos no intervalo
após os treinos, o mesmo não pode ser dito sobre
a largada desta corrida, provavelmente a mais espetacular
da Históricos V8 até então (veja foto
acima).
| André
Carrillo executou uma excelente largada, dada em movimento,
e partiu para cima do Maverick de David Brunstein. Ambos
os Ford dividiram a reta dos boxes lado a lado, e com
o maior torque do motor 302 em relação
ao Volkswagen AP, um Gol da Força Livre que estava
logo adiante acabou entrando no meio do bolo. Não
bastando isso, um Golf acompanhava tudo de perto, imediatamente
atrás do trio.
Incrédulos,
os espectadores testemunharam dois Maverick e dois VW
dividirem a freada para o "S" do Senna até
o último instante. E de maneira mais incrível,
Carrillo conseguiu retardar a freada, manter o controle
e fechar a porta sobre o Golf na primeira perna da variante,
encaixando-o à frente de David. |

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Segundos
depois, o Gol que liderava o quatrilho perderia o controle
na tomada da segunda perna. Ao ir para a terra e quase
rodar, o Volks acabou fazendo Brunstein perder dois
segundos em relação à André
Carrillo.
Com
o asfalto bem mais quente que na classificação,
David não estava contente com o comportamento
dos pneus. Segundo o piloto, seu Maverick passou a escorregar
bastante de traseira. E assim, na segunda volta acabou
rodando na freada para o Bico de Pato, perdendo mais
doze segundos e transformando sua corrida num dramático
sprint de recuperação.
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De
qualquer forma, para Carrillo o cenário também
não estava tranqüilo. Querendo imprimir
um ritmo forte e se afastar do Maverick número
5, André não teve pista livre, pois encontrou
um carro da categoria Força Livre no caminho.
Ambos acabaram perdendo um tempo enorme disputando espaço
na pista, permitindo a aproximação de
David, que vinha com apetite e descontando mais de três
segundos por volta.
Quando
Brunstein se aproximou novamente de Carrillo, os freios
de seu Maverick pediram refresco. O fluido superaqueceu
e o pedal apresentou fading, impossibilitando
qualquer chance de ataque ao Ford número 16 de
André "V8", que merecidamente faturou
sua quarta vitória consecutiva!
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(
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Confira
o especial de 21 fotos (créditos:
Juliano "Kowalski" Barata), e mais abaixo, os resultados
e estatísticas da prova e do campeonato!
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