| Chegou
a hora do grand finale. Ao longo do ano, o campeonato
de estréia da categoria Históricos V8 5000 foi
marcado por belas disputas, diversos experimentos de pilotagem
e soluções mecânicas, algumas quebras,
sol, chuva, e felizmente, nenhum acidente. Com temperatura
próxima aos 25 graus em um dia que começou cinza
e terminou com um espetacular pôr do sol, os Ford Maverick
encerraram a temporada de 2007 num excelente clima –
metereológico e astral.
Os
pilotos estavam com perspectivas otimistas. Durante os treinos
extra-oficiais da semana, todos conseguiram bater ou se aproximar
muito das melhores marcas pessoais, obtidas no asfalto antigo
de Interlagos. São conseqüências do aperfeiçoamento
dos pilotos e desenvolvimento contínuo dos preparadores
das equipes Pedrinho Racing e Automotor/André V8. O
processo de "emborrachamento" da nova superfície
em Matriz Pétrea Asfáltica e a temperatura do
asfalto também colaboraram, já que nas outras
oportunidades oficiais o clima estava úmido ou chuvoso.
Haviam
muitas pessoas circulando em toda a área dos boxes
devido à concentração das etapas finais
do Campeonato Paulista da FASP, e do Brasil GT3 Championship
– o que criou um bonito contraste entre os antigos de
competição e máquinas modernas. Por exemplo,
na montagem abaixo temos o Dodge Viper da dupla Xandy Negrão
e Andreas Mattheis, e o Ford Maverick de André Carrillo.
Foto:
Juliano "Kowalski" Barata - Site Mulsanne
Os
treinos da GT3 dividiram os horários da Históricos
V8 de uma maneira curiosa: a classificação iniciou-se
cedo, pouco depois das 9:45, e a corrida praticamente às
16:00. Dessa maneira, houve tempo de sobra para muita conversa
nos boxes sobre carros antigos, pilotagem, hipóteses
de pontuação, e algumas abobrinhas para quebrar
o gelo. Com o relógio correndo a favor, os preparadores
também puderam trabalhar com mais calma.
Nos minutos que antecederam as sessões contudo, a descontração
ficou de lado e abriu espaço para a concentração
dos pilotos e mecânicos. Tratava-se da etapa final,
e cada piloto tinha suas metas – todas comprometidas
com nada menos que a vitória: André Carrillo
(Maverick número 16) queria dar continuidade à
maré favorável e vencer pela terceira vez consecutiva,
e Renato Hiluey (n. 21) estava decidido a reverter a situação
do título contra o desafiante David Brunstein (5),
que havia superado a onda de azar e se aproximava perigosamente
da conquista do campeonato.
| Nos
treinos classificatórios, Brunstein foi "premiado"
na curva do Laranjinha com um esbarrão de um
novato a bordo de um Chevrolet Omega da categoria Força
Livre. Felizmente, e com muita sorte, seu Maverick sofreu
apenas alguns arranhões e um leve dano na fibra
de vidro da porta direita: "eu dei passagem,
mas mesmo assim fui atingido em cheio. Mas não
foi nada grave. Se tivesse pegado na suspensão
dianteira, aí sim eu estaria em maus lençóis",
contabilizou o piloto.
Após
a classificação, Renato Hiluey, segundo
colocado, comentou com Brunstein (terceiro) as dificuldades
de se fazer uma volta rápida sem sofrer interferências
dos carros da Força Livre: David, por exemplo,
não conseguiu realizar um único giro sem
sofrer este problema.
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(
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Isso explica em parte as diferenças dos tempos, de
aproximadamente 1,35s entre cada carro; mais separados que
o esperado. Mas não valoriza o novo recorde oficial
da categoria, obtido por André Carrillo: a volta que
lhe garantiu a primeira colocação foi um temporal,
registrado no tempo de 2 minutos e 8,6 segundos – 120
quilômetros por hora de média! Pegue uma carona
com o piloto no vídeo abaixo, para reviver este momento
incrível.
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clique sobre a imagem para ampliar )
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Quando
os carros alinharam no grid para a volta de apresentação,
o sol já estava baixo no horizonte, apesar de
intenso. Eram quase quatro da tarde.
André
Carrillo conseguiu uma excelente largada, acompanhado
de perto por Renato Hiluey. David Brunstein não
conseguiu uma boa saída e ficou para trás,
sendo superado por alguns dos carros da categoria Força
Livre.
Após
algumas voltas, começou o cenário que
definiu o campeonato: o Maverick preto de Hiluey começou
a superaquecer: "dei uma rápida olhada
no mostrador de temperatura e vi que estava a quase
220°F (104° Celsius). Diminuí o ritmo
pra tentar recuperar depois, mas assim que eu forçava,
ele voltava a superaquecer..."
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| Paralelo
a isso, Brunstein apertou o ritmo, aproximando-se bastante
de Carrillo, que estava com seu Ford impecável
e muito veloz. Durante esse momento, David conseguiu
realizar o giro mais rápido da prova, mas também
perdeu muita eficiência dos freios – o que
impediu o piloto de acompanhar o Maverick da equipe
André V8/Automotor.
De
qualquer forma, vencer não era necessário
para Brunstein. Carrillo, pela terceira vez consecutiva,
faturou a vitória no circuito de Interlagos;
mas não pontuou por estar fora dos "playoffs":
seus pontos foram automaticamente transferidos para
o segundo colocado.
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(
clique sobre a imagem para ampliar )
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Hiluey
teria a esperança final de tentar registrar a volta
mais rápida da prova e garantir o ponto que faria a
diferença, mas o problema do superaquecimento impediu
este último esforço.
Com
isso, David Brunstein é oficialmente o campeão
da temporada de estréia da Históricos V8 5000.
Um final surpreendente, se considerarmos a consistência
dos resultados de Hiluey: o azar que acompanhou o Ford de
Brunstein durante o campeonato quase inteiro passou para o
conjunto de Renato em um momento chave, o final de semana
que conteve as etapas 8 e 9. Veja no gráfico abaixo:

Gráfico
representativo das posições conquistadas em
corrida pelos pilotos.
Não considera o sistema de pontuação,
apenas a colocação absoluta obtida em pista.
O próximo
ano promete uma disputa ainda mais quente do começo
ao fim, com vários novos bólidos na pista que
já estão sendo construídos. Não
perca essa festa, contamos com você no circuito de Interlagos
na temporada 2008 do Campeonato Históricos V8 5000
!
Confira
o especial de 34 fotos (créditos:
Juliano "Kowalski" Barata), e mais abaixo, os resultados
e estatísticas da prova e do campeonato!
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